DESENVOLVIMENTO DE UM MÉTODO ESFOLIATIVO PARA DIAGNÓSTICO DE PLACA AURAL EM EQUINOS E INVESTIGAÇÃO DO POTENCIAL DE CARRAPATOS COMO VETORES DE PAPILOMAVÍRUS

Dissertação de Mestrado
por Cinthia Consuelo Pereira e Silva
Publicado: 06/01/2026 - 12:44
Última modificação: 06/01/2026 - 12:44

Convidamos a todos para a Defesa da Dissertação de Mestrado da discente do nosso programa, Dara Santos Alves.

A defesa pública ocorrerá no dia 28/01/2026 às 14h:00 por videoconferência com acesso atráves do link: 

https://teams.microsoft.com/l/meetup-join/19%3ameeting_NDM2OGE5NmItNWRkOC00ZTdkLTg4ZTctOTQxOTg1ODcyNzQz%40thread.v2/0?context=%7b%22Tid%22%3a%22cd5e6d23-cb99-4189-88ab-1a9021a0c451%22%2c%22Oid%22%3a%2246eabfde-27f7-4371-8fb5-33799f0adc23%22%7d

Será apresentado o trabalho com título: DESENVOLVIMENTO DE UM MÉTODO ESFOLIATIVO PARA DIAGNÓSTICO DE PLACA AURAL EM EQUINOS E INVESTIGAÇÃO DO POTENCIAL DE CARRAPATOS
COMO VETORES DE PAPILOMAVÍRUS

RESUMO: 

A placa aural é uma doença dermatológica causada por diversos papilomavírus que acomete a região
auricular de equídeos. Apresenta características de despigmentação e queratinização da região interna
de pavilhão auricular, que pode apresentar desde lesões puntiformes, podendo até se tornarem
coalescentes. Essas lesões além de interferir na saúde e bem-estar do animal geram perdas econômicas
para os criadores de equinos, pela depreciação comercial do animal acometido, limitando a participação
em algumas exposições, competições e leilões. Até o momento a maneira de realizar o diagnóstico
dessas lesões é baseada principalmente na biopsia de pele, usualmente realizada com auxílio de um
“punch” e assim é encaminhado ao laboratório para realização da reação em cadeia da polimerase
(PCR), que é o exame que apresenta maior sensibilidade diagnóstica do vírus. Posteriormente o local
biopsiado precisa de curativos diários, até completa cicatrização. No presente estudo utilizou-se a cureta
dermatológica de 2mm para curetar o pavilhão auricular de equinos clinicamente diagnosticados com
placa aural, além da coleta de biopsia tradicional com posterior análise por PCR, em associação foi
realizada à análise histopatológica e à coleta de carrapatos presentes na região. Foram coletadas 101
lesões de placa aural diagnosticadas clinicamente de 79 animais, de diferentes raças, pelagens, idades e
sistemas de criação. Os resultados mostraram que não houve diferença estatística significativa entre os
métodos de coleta (p > 0,05). O método esfoliativo apresentou sensibilidade e especificidade
equivalentes à biópsia para os genótipos EcPV1 (84,2%), EcPV3 (100%) e EcPV6 (71,4%), com destaque
para EcPV3, que obteve uma concordância elevada. Foram detectadas codetecções em 43% das
amostras, sendo as mais comuns entre EcPV1 e EcPV6 (40,2%) e entre EcPV1 e EcPV4 (25,3%). Os
carrapatos foram analisados por PCR para investigar sua a relação com a transmissão do papilomavírus,
desses 100% eram Dermacentor nitens e apresentaram positividade para o EcPV1. Codetecções
ocorreram em 30% dos carrapatos, com predomínio das combinações EcPV1 e EcPV6 (23,3%) e EcPV1 e
EcPV4 (3,3%). Os achados desse trabalho comprovam que o método de colheita por esfoliação é
comparável a metodologia vigente com o uso do “punch”, assim como, a forte associação entre a
presença de carrapatos e a infecção por EcPV em equinos.

Palavras-chave: equinos; diagnóstico; Equus caballus papilomavírus.

ABSTRACT:
Aural plaque is a viral dermatological disease that affects the ear region of equines. It is caused by
various papillomaviruses and presents characteristics of depigmentation and keratinization of the inner
ear, which can present as punctiform or coalescent lesions.These lesions generate economic losses for
horse breeders due to the commercial depreciation of the affected animals, limiting participation in

some shows, competitions, and auctions. Currently, the diagnosis of these lesions relies primarily on the
collection of a biopsy followed by polymerase chain reaction (PCR), the test with the highest diagnostic
sensitivity for the virus. A biopsy involves using a 6- to 8-mm-diameter punch, from which a fragment of
the affected tissue is removed for examination. Subsequently, the biopsied area requires daily wound
care until completely healed. In this study, we used a 2-mm dermatological curette to curette the inner
ear of clinically evaluated horses with aural plaques. Subsequent PCR analysis was performed, along with
histopathological analysis and collection of ticks from the region. These were analyzed by PCR to
investigate their relationship with papillomavirus transmission. One hundred and one clinically
diagnosed aural plaque lesions were collected from 79 animals of different breeds, coats, ages, and
husbandry systems located in the Uberlândia region of Minas Gerais. The results showed no statistically
significant difference between the methods (p > 0.05). The exfoliative method presented sensitivity and
specificity equivalent to biopsy for the EcPV1 (84.2%), EcPV3 (100%), and EcPV6 (71.4%) genotypes, with
emphasis on EcPV3, which obtained excellent agreement. Coinfections were detected in 43% of the
samples, the most common being between EcPV1 and EcPV6 (40.2%) and between EcPV1 and EcPV4
(25.3%). 100% of the ticks were Dermacentor nitens and tested positive for EcPV1. Coinfections occurred
in 30% of the parasites, with a predominance of the combinations EcPV1 and EcPV6 (23.3%) and EcPV1
and EcPV4 (3.3%). These findings suggest that although the detection of viral DNA in ticks does not prove
biological transmission, the results indicate a strong association between the presence of these
ectoparasites and EcPV infection in horses.

Keywords: horses; diagnosis; Equus caballus papillomavirus.

 

Banca Examinadora: 
Diego José Zanzarini Delfiol - Universidade Federal de Uberlândia - UFU/FMVZ
Aline Santana da Hora - Universidade Federal de Uberlândia - UFU/FMVZ
José Paes de Oliveira Filho - Universidade Estadual Paulista - Unesp/Botucatu
Data e Horário: 
28/01/2026 - 14:00
BR-050, KM 78, S/N
Uberlândia, Minas Gerais, Brasil
38410-337
Campus Glória - Bloco 1CCG - Sala 209 A e B